E de tão só, torna-se vazia a companhia presente, mas quase inexistente. Lança um solo de monólogo um corpo apenas visível. Se estar só é ruim, quem dirá em companhia.
Não se pode ter tudo, mas ver tudo que tem ofuscando a Luz no fim do túnel, deverás é uma tortura severa demais até para os mais insensíveis. Todo amor contido em um peito apertado pronto para explodir, embarreirado pela falta de tempo; o cansaço acumulado.
É como uma estante repleta dos melhores livros a serem escritos, entretanto empoeirados, parados, nem sequer iniciados. O que seria um best seller se torna um sonho utópico de um amor unilateral inexplorado.
Difícil é ter olhos para enxergar e não se entregar a boa conduta da recompensa futura, porque os laços estão formados e alguém há de inaugurar o que tem por trás deles.
Sincera solidão paciente, que mantém viva seu sonho de liberdade, sonho de desalojar um corpo que sofre com sua presença. Falta o herói necessário.
Adormeceu e contigo levou o entusiasmo, a chama poética tão exaltada pelos poetas.
Deixe estar, que vá até onde der, porque a maré sempre leva a algum lugar, não faz diferença se é boa ou ruim, mas que os braços continuem a lutar, já que, se o corpo boiar, não se tem mais vida.
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