quarta-feira, 1 de julho de 2015

Simples Presença


E de tão só, torna-se vazia a companhia presente, mas quase inexistente. Lança um solo de monólogo um corpo apenas visível. Se estar só é ruim, quem dirá em companhia. 
Não se pode ter tudo, mas ver tudo que tem ofuscando a Luz no fim do túnel, deverás é uma tortura severa demais até para os mais insensíveis. Todo amor contido em um peito apertado pronto para explodir, embarreirado pela falta de tempo; o cansaço acumulado. 
É como uma estante repleta dos melhores livros a serem escritos, entretanto empoeirados, parados, nem sequer iniciados. O que seria um best seller se torna um sonho utópico de um amor unilateral inexplorado. 
Difícil é ter olhos para enxergar e não se entregar a boa conduta da recompensa futura, porque os laços estão formados e alguém há de inaugurar o que tem por trás deles. 
Sincera solidão paciente, que mantém viva seu sonho de liberdade, sonho de desalojar um corpo que sofre com sua presença. Falta o herói necessário. 
Adormeceu e contigo levou o entusiasmo, a chama poética tão exaltada pelos poetas. 
Deixe estar, que vá até onde der, porque a maré sempre leva a algum lugar, não faz diferença se é boa ou ruim, mas que os braços continuem a lutar, já que, se o corpo boiar, não se tem mais vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário