Estou fechando as malas, sem destinho definido. Farei do caminho meu amigo e declararei minhas dores à ele. Quando procurar consolo, jogarei minhas lágrimas ao solo, regando assim a vida morta dos asfaltos. Caminharei sem rumo, como quem por próprio usufruto se liberta da escória do mundo. Em um caminho em que as pedras que me derrubam sejam às únicas que me julguem. Um caminho solitário, assim como eu a vida toda.
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