Dor impregnada na alma, pela
falta daquilo que nunca se teve, pela vontade de abraçar as fantasias da mente,
subsidiadas pela imensa vontade de se ter aquilo que todos tinham. Determinadas
coisas fazem uma exorbitante falta. Exatamente quando enxergamos em alguém a
mesma dor afunilada, quando um só tiro acerta dois corpos que compartilham das
mesmas lágrimas. É impossível ser forte quando a alma chora. Um abraço despretensioso,
muitas vezes derrubam as barreiras da força e abrange desabafos. A pergunta “tudo
bem?” inocente, provoca grandes histórias. Nunca se está bem. Existe sempre a
montanha mórbida da dor amarrada às costas. Escravizados por aquilo que faltou
em nossas vidas, buscamos a anistia no ombro daqueles que nos oferecem
compreensão e companhia.
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